30 de Outubro

DEVOCIONAL DO PR. LARRY STOCKSTILL

Como é fácil durante tempos de cansaço e amargura esquecer a fidelidade do Senhor, não é?  No seu momento mais desesperado Jeremias lembrou que as “misericórdias [de Deus] são inesgotáveis” (Lamentações 3:22).

“Porque não é do seu agrado trazer aflição e tristeza aos filhos dos homens” (Lamentações 3:33) podemos ter certeza que Ele nos ama e que Ele não é o autor de nossos problemas.  Quer ser um dia ensolarado ou um dia nuvoso, Suas compaixões “renovam-se cada manhã” (v 23).  Grande é a Sua fidelidade!

Nossa obrigação é de colocar fim à nossa agitação e nossos caprichos.  Precisamos aprender a “esperar tranquilos pela salvação do Senhor” (Lamentações 3:26), nunca duvidando que Ele nos ama e nos libertará.  Paulo e Davi, ambos descreveram a natureza do Senhor: “Mas tu permaneces o mesmo, e os teus dias jamais terão fim” (Hebreus 1:12, Salmos 102:27).  Tudo pode mudar ao nosso redor, até mesmo o próprio mundo, mas Deus nunca muda.  Ele se “levantará e terá misericórdia de Sião pois … o tempo certo é chegado” (Salmos 102:13).

Você tem amargura contra Deus?  Aguente firme, e lembre que Ele sempre estará presente para você agarrar Nele.

Leitura Diária

(Lamentações 3:1- 3:66 | Salmos 102:1-28 | Provérbios 26:21-22 | Hebreus 1:1-14)

Eu sou o homem que viu a aflição trazida pela vara da sua ira.
Ele me impeliu e me fez andar na escuridão, e não na luz;
sim, ele voltou sua mão contra mim vez após vez, o tempo todo.
Fez que a minha pele e a minha carne envelhecessem e quebrou os meus ossos.
Ele me sitiou e me cercou de amargura e de pesar.
Fez-me habitar na escuridão como os que há muito morreram.
Cercou-me de muros, e não posso escapar; atou-me a pesadas correntes.
Mesmo quando chamo ou grito por socorro, ele rejeita a minha oração.
Ele impediu o meu caminho com blocos de pedra; e fez tortuosas as minhas sendas.
Como um urso à espreita, como um leão escondido,
arrancou-me do caminho e despedaçou-me, deixando-me abandonado.
Preparou o seu arco e me fez alvo de suas flechas.
Atingiu o meu coração com flechas de sua aljava.
Tornei-me motivo de riso de todo o meu povo; nas suas canções eles zombam de mim o tempo todo.
Fez-me comer ervas amargas e fartou-me de fel.
Quebrou os meus dentes com pedras; e pisoteou-me no pó.
Tirou-me a paz; esqueci-me do que significa prosperidade.
Por isso digo: “Meu esplendor já se foi, bem como tudo o que eu esperava do Senhor”.
Lembro-me da minha aflição e do meu delírio, da minha amargura e do meu pesar.
Lembro-me bem disso tudo, e a minha alma desfalece dentro de mim.
Todavia, lembro-me também do que pode dar-me esperança:
Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis.
Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade!
Digo a mim mesmo: A minha porção é o Senhor; portanto, nele porei a minha esperança.
O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nele, para com aqueles que o buscam;
é bom esperar tranqüilo pela salvação do Senhor.
É bom que o homem suporte o jugo enquanto é jovem.
Leve-o sozinho e em silêncio, porque o Senhor o pôs sobre ele.
Ponha o seu rosto no pó; talvez ainda haja esperança.
Ofereça o rosto a quem o quer ferir, e engula a desonra.
Porque o Senhor não o desprezará para sempre.
Embora ele traga tristeza, mostrará compaixão, tão grande é o seu amor infalível.
Porque não é do seu agrado trazer aflição e tristeza aos filhos dos homens.
Esmagar com os pés todos os prisioneiros da terra,
negar a alguém os seus direitos, enfrentando o Altíssimo,
impedir a alguém o acesso à justiça; não veria o Senhor tais coisas?
Quem poderá falar e fazer acontecer, se o Senhor não o tiver decretado?
Não é da boca do Altíssimo que vêm tanto as desgraças como as bênçãos?
Como pode um homem reclamar quando é punido por seus pecados?
Examinemos e submetamos à prova os nossos caminhos, e depois voltemos ao Senhor.
Levantemos o coração e as mãos para Deus, que está nos céus, e digamos:
“Pecamos e nos rebelamos, e tu não nos perdoaste.
Tu te cobriste de ira e nos perseguiste, massacraste-nos sem piedade.
Tu te escondeste atrás de uma nuvem para que nenhuma oração chegasse a ti.
Tu nos tornaste escória e refugo entre as nações.
Todos os nossos inimigos escancaram a boca contra nós.
Sofremos terror e ciladas, ruína e destruição”.
Rios de lágrimas correm dos meus ohos porque o meu povo foi destruído.
Meus olhos choram sem parar, sem nenhum descanso,
até que o Senhor contemple dos céus e veja.
O que eu enxergo enche-me a alma de tristeza, de pena de todas as mulheres da minha cidade.
Aqueles que, sem motivo, eram meus inimigos caçaram-me como a um passarinho.
Procuraram fazer minha vida acabar na cova e me jogaram pedras;
as águas me encobriram a cabeça, e cheguei a pensar que o fim de tudo tinha chegado.
Clamei pelo teu nome, Senhor, das profundezas da cova.
Tu ouviste o meu clamor: “Não feches os teus ouvidos aos meus gritos de socorro”.
Tu te aproximaste quando a ti clamei, e disseste: “Não tenha medo”.
Senhor, tu assumiste a minha causa; e redimiste a minha vida.
Tu tens visto, Senhor, o mal que me tem sido feito. Toma a teu cargo a minha causa!
Tu viste como é terrível a vingança deles, todas as suas ciladas contra mim.
Senhor, tu ouviste os seus insultos, todas as suas ciladas contra mim,
aquilo que os meus inimigos sussurram e murmuram o tempo todo contra mim.
Olha para eles! Sentados ou em pé, zombam de mim com as suas canções.
Dá-lhes o que merecem, Senhor, conforme o que as suas mãos têm feito.
Coloca um véu sobre os seus corações e esteja a tua maldição sobre eles.
Persegue-os com fúria e elimina-os de debaixo dos teus céus, ó Senhor.
Lamentações 3:1-66

Ouve a minha oração, Senhor! Chegue a ti o meu grito de socorro!
Não escondas de mim o teu rosto, quando estou atribulado. Inclina para mim os teus ouvidos; quando eu clamar, responde-me depressa!
Esvaem-se os meus dias como fumaça; meus ossos queimam como brasas vivas.
Como a relva ressequida está o meu coração; esqueço até de comer!
De tanto gemer estou reduzido a pele e osso.
Sou como a coruja do deserto, como uma coruja entre as ruínas.
Não consigo dormir; tornei-me como um pássaro solitário no telhado.
Os meus inimigos zombam de mim o tempo todo; os que me insultam usam o meu nome para lançar maldições.
Cinzas são a minha comida, e com lágrimas misturo o que bebo,
por causa da tua indignação e da tua ira, pois me rejeitaste e me expulsaste para longe de ti.
Meus dias são como sombras crescentes; sou como a relva que vai murchando.
Tu, porém, Senhor, no trono reinarás para sempre; o teu nome será lembrado de geração em geração.
Tu te levantarás e terás misericórdia de Sião, pois é hora de lhe mostrares compaixão; o tempo certo é chegado.
Pois as suas pedras são amadas pelos teus servos, as suas ruínas os enchem de compaixão.
Então as nações temerão o nome do Senhor, e todos os reis da terra a sua glória.
Porque o Senhor reconstruirá Sião e se manifestará na glória que ele tem.
Responderá à oração dos desamparados; as suas súplicas não desprezará.
Escreva-se isto para as futuras gerações, e um povo que ainda será criado louvará o Senhor, proclamando:
“Do seu santuário nas alturas o Senhor olhou; dos céus observou a terra,
para ouvir os gemidos dos prisioneiros e libertar os condenados à morte”.
Assim o nome do Senhor será anunciado em Sião e o seu louvor, em Jerusalém,
quando os povos e os reinos se reunirem para adorar ao Senhor.
No meio da minha vida ele me abateu com sua força; abreviou os meus dias.
Então pedi: “Ó meu Deus, não me leves no meio dos meus dias. Os teus dias duram por todas as gerações!
No princípio firmaste os fundamentos da terra, e os céus são obras das tuas mãos.
Eles perecerão, mas tu permanecerás; envelhecerão como vestimentas. Como roupas tu os trocarás e serão jogados fora.
Mas tu permaneces o mesmo, e os teus dias jamais terão fim.
Os filhos dos teus servos terão uma habitação; os seus descendentes serão estabelecidos na tua presença”.
Salmos 102:1-28

O que o carvão é para as brasas e a lenha para a fogueira, o amigo de brigas é para atiçar discórdias.
As palavras do caluniador são como petiscos deliciosos; descem saborosos até o íntimo.
Provérbios 26:21,22

Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas,
mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo.
O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas,
tornando-se tão superior aos anjos quanto o nome que herdou é superior ao deles.
Pois a qual dos anjos Deus alguma vez disse: “Tu és meu Filho; eu hoje te gerei”? E outra vez: “Eu serei seu Pai, e ele será meu Filho”?
E ainda, quando Deus introduz o Primogênito no mundo, diz: “Todos os anjos de Deus o adorem”.
Quanto aos anjos, ele diz: “Ele faz dos seus anjos ventos, e dos seus servos, clarões reluzentes”.
Mas a respeito do Filho, diz: “O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu Reino.
Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, escolheu-te dentre os teus companheiros, ungindo-te com óleo de alegria”.
E também diz: “No princípio, Senhor, firmaste os fundamentos da terra, e os céus são obras das tuas mãos.
Eles perecerão, mas tu permanecerás; envelhecerão como vestimentas.
Tu os enrolarás como um manto, como roupas eles serão trocados. Mas tu permaneces o mesmo, e os teus dias jamais terão fim”.
A qual dos anjos Deus alguma vez disse: “Senta-te à minha direita, até que eu faça dos teus inimigos um estrado para os teus pés”?
Os anjos não são, todos eles, espíritos ministradores enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação?
Hebreus 1:1-14

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